fui não volto mais…
Passado. Presente! Futuro?
Escrito por fernandokg em Agosto 11, 2007
Hoje encontrei um ex colega meu qdo ia pro italiano, e fiquei pasmo.
Vocês se lembram no 1º grau, ou até no ensino médio, aqueles colegas que eram os populares, engraçados, sempre se dava bem em tudo?
Pois é. Onde estariam essas pessoas “descoladas”?
Então. Esse meu colega era o mais mais. Engraçado, todo mundo gostava dele, tinha estilo e etc. Por outro lado, eu e meus amigos éramos quietos, ficávamos o recreio conversando numa boa, prestávamos atenção na aula (qdo não dormíamos), nunca fomos pra sala do diretor (exceto eu. uma vez). Nós éramos o que podemos definir de “geeks”.
Estava eu indo para o italiano, como eu falei, e passo por esse meu colega, o descolado. Ele estava trabalhando. Como palhaço (esses caras que chamam atenção nas farmácias e lojas).
O conheci porque ele não estava vestido de palhaço.
Nada contra esse emprego. Tanta gente sem emprego, graças à Deus que ele tem o dele.
Mas não pude evitar de pensar: “bem feito”.
Porquê enquanto os guris e eu estudávamos, ele fazia piada. Enquanto nós discutíamos uma questão da prova passada, ele matava aula, enquanto nós nos achávamos as menores pessoas do mundo, ele se achava o máximo.
E agora estamos nessa: O Jackson é formado em Engenharia Elétrica e está trabalhando na WEG em Jaraguá do Sul - SC, o Ricardo se forma em Administração esse ano eu acho, o Wilian se forma em Economia esse ano também, e eu me formo em Engenharia Elétrica em 2009 (tomara).
Me pergunto:
Melhor ser descolado ou geek?
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Agosto infernal
Escrito por fernandokg em Julho 30, 2007
1-Máquinas elétricas
7-Variável Complexa
8-Circuitos Elétricos II
14-Variável Complexa
14-Trabalho de Automação
15-Sistemas Hidráulicos e Térmicos
16-Cálculo 4
17-Sistemas Elétricos de Potência
21-Automação
de 30 ao dia 8-autoescola
se eu morrer, wordpress, por favor delete meu blog.
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Ônibus
Escrito por fernandokg em Julho 18, 2007
Hoje vou ter que expressar minha indignação com os ônibus da linha Universidade. E não é a lotação. É a educação das pessoas que vão nele, supostos “universitários”, suposta “elite intelectual”.
Desde que entrei na UFSM, todo o dia, eu digo TODO o dia, é uma LUTA para entrar no ônibus, mesmo estando vazio. Mas eu digo luta mesmo, empurrões e etc.
Onde está a educação desses universitários?
A outra reclamação merece um plá introdutório:
Como a maioria sabe, a “viagem” pra UFSM demora cerca de 20 minutos, nos dias bons. Por causa desse tempo, normalmente as pessoas sentadas se oferecem para levar as bolsas dos que vão de pé. Eu sou um favorável a essa prática. Só que nos últimos dois semestres de aulas, sempre que eu vou de pé, NINGUÉM se oferece para levar a minha, salvo amigos e minha outra metade.
Qual o problema? é a minha bolsa? as pessoas não gostam da Itália? Não gostam do azul? eu sou muito antipático?
um dia perguntarei.
era isso.
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É comprido, mas vale a pena
Escrito por fernandokg em Julho 4, 2007
Eu sei que textos compridos não atraem pessoas, mas gostaria que vocês lessem pra entenderem mais ou menos como é meu dia a dia.
Texto escrito por Ênio Padilha:
“É na Escola de Engenharia que começa a ser destruída a nossa auto-estima. É na Escola de Engenharia que começa a ser forjado o nosso comportamento autodestrutivo, nosso desprezo pelos valores da própria profissão, nosso desgosto com a nossa própria atividade profissional. É na Escola de Engenharia que nasce a nossa falta de coragem empresarial e essa submissão inaceitável aos caprichos dos clientes.
Engenheiros, Médicos, Arquitetos, Advogados, Agrônomos, Dentistas…
Uma coisa leva à outra: toda vez que, numa conversa qualquer, o assunto “comportamento no mercado” vem à tona acabamos caindo nas inevitáveis comparações de engenheiros, arquitetos e agrônomos com médicos, dentistas e advogados…
Quando me perguntam o que eu acho disso (dessa comparação de profissionais tão diferentes) respondo sempre a mesma coisa: acho que essa comparação é JUSTÍSSIMA.
Se eu, engenheiro, por qualquer motivo, tiver de ser comparado com outros profissionais, acho muito justo que seja com médicos, com dentistas ou com advogados. Afinal temos muito mais coisas em comum do que diferenças. Somos todos prestadores de serviços. Nosso produto (nosso serviço) é altamente especializado e todas essas atividades demandam profissionais com capacidade intelectual diferenciada. Ninguém chega a ser médico, advogado, dentista, agrônomo, arquiteto ou engenheiro apenas por ter um belo par de olhos, uma voz doce, algum dinheiro no banco ou um padrinho influente… A conquista de qualquer um desses títulos demanda qualidades e habilidades especiais, muito estudo e empenho (às vezes até muitos sacrifícios).
Temos, é verdade, muitas semelhanças, quando a comparação é feita no nível da qualificação. Porém, no exercício das profissões e no comportamento empresarial de cada grupo as diferenças aparecem e são enormes. Neste texto concentramos nossas reflexões sobre a formação dos profissionais de Engenharia. No entanto, nossa experiência e a convivência com milhares de arquitetos e agrônomos dos mais distantes lugares do Brasil nos permitem acreditar que os conceitos podem se estender sem problemas também para esses profissionais. Voltemos no tempo.
Voltemos ao tempo em que essa pessoa (que hoje é um engenheiro) tinha seus quinze, dezesseis anos, um ou dois anos antes do vestibular. Esse moço ou essa moça é, muito provavelmente, um dos melhores alunos da sua sala (talvez da escola). É um expoente estudantil, requisitado pelos colegas, elogiado pelos professores, respeitado pelos pais (de quem é motivo de muito orgulho) valorizado pelos parentes, pelos vizinhos, admirado pelas garotas (ou garotos).
Comparemos nosso amiguinho com o estudante de quinze ou dezesseis anos que virá a ser médico, dentista ou advogado.
Veremos quase nenhuma diferença.
É isso mesmo. Na origem, são todos iguais. Têm o mesmo perfil, a mesma história, o mesmo rendimento. Todos são brilhantes e bem sucedidos.
Vem o vestibular. Ingressa, cada qual, na faculdade que escolheu… E é aí que as diferenças começam a aparecer. Os estudantes de medicina e de odontologia são enquadrados em um ambiente novo, com pessoas que se vestem de uma maneira diferente, se comportam de uma maneira diferente e que estabelecem uma identidade visual (e, por decorrência, uma identidade psicológica) com a atividade profissional que irão exercer alguns anos depois.
Os estudantes de direito, já nos primeiros meses de escola convivem com professores que vêm para as aulas de terno, gravata, sapato social, barba feita ou bem cuidada. E o mais interessante: aqueles senhores e senhoras respeitáveis, bem vestidos e de fina educação (os professores), tratam os seus alunos por “senhor” ou “senhora”, com toda a fineza e educação que a prática profissional recomenda. E estimulam seus alunos a acreditar e se convencerem de que são superiores. Que estão se preparando para “falar com o Estado” (privilégio que não é concedido a nenhum outro profissional…). Enfim, aprendem que precisam respeitar os outros, mas aprendem, antes de tudo, que precisam exigir respeito para si.
Nos últimos anos de faculdade, estudantes de odontologia e medicina já se vestem como se médicos ou dentistas fossem. Freqüentam clínicas e atuam como profissionais na área da saúde. Assumem, enfim, um ou dois anos antes de terminada a faculdade, todo um comportamento típico de médico. De dentista.
Os estudantes de Direito, por sua vez, a partir da Segunda metade do curso, já se vestem como advogados (roupa social, sapato, eventualmente gravata e um terno ou blazer…). Mantém com os seus professores e com os seus colegas um comportamento e um vocabulário apropriados para as lides jurídicas. E, o mais importante: são tratados, pelos seus professores, como Doutor. (Dr. Fulano, termine seu relatório até a próxima aula. Dr. Sicrano, esteja preparado para a prova final, na sexta-feira.). Apesar de ainda não terem concluído o curso.
Os estudantes de engenharia, ao contrário, a partir do início do curso, a única diferença que eles conseguem perceber na faculdade, em relação ao ensino médio é o grau de dificuldade (que simplesmente quintuplica!).
Não existe nenhum estímulo a um comportamento novo, nenhuma referência, um exemplo positivo de comportamento. Nenhuma motivação para um desenvolvimento psicológico alternativo. Nenhum elemento que interfira na formação do profissional do ponto de vista da sua imagem física composta de aspectos visuais e comportamentais. A vida social, no ambiente da faculdade, é muito restrita, quando não inexistente.
Além do mais, a faculdade entra na vida desses jovens como um elemento de ruptura. Os alunos são colocados em uma condição a que eles não estavam acostumados. Estavam acostumados a tirar notas máximas com a maior facilidade e, de repente, passam a sofrer e ter grandes dificuldades para obter notas mínimas ou médias. Deixam de ser respeitados pelos seus professores que se tornam distantes e autoritários e perdem a admiração dos colegas que estão todos desesperados tentando se salvar de uma coisa que ainda não estão entendendo direito.
Não que as faculdades de medicina, direito ou odontologia sejam fáceis. Ocorre que lá os estudantes têm compensações psicológicas que os estudantes de engenharia não têm. Essas faculdades, por diversos mecanismos, inexistentes nas escolas de engenharia, dão continuidade ao amadurecimento psicológico e social do futuro profissional. E, com isto, mantêm em alta a motivação e auto-estima dos seus estudantes.
Na engenharia não existe nenhum processo de acompanhamento psicológico para aquele estudante desesperado que teve a sua carreira de sucesso estudantil subitamente interrompida (mesmo os alunos que continuam conquistando notas altas, acabam sentindo a falta do aplauso dos colegas, do respeito dos professores e da admiração coletiva). E não existe ninguém para explicar o que está acontecendo. Ninguém para dizer a este estudante que ele não é tão inepto ou incapaz como, algumas vezes os professores parecem querer provar.
É quase geral, por parte dos professores, nas escolas de engenharia, a manifestação desnecessária de superioridade intelectual, o exercício gratuito de poder e o terrorismo psicológico.
E o estudante, que entrou na faculdade no auge positivo da auto-estima, vai recebendo, ao longo de cinco anos, das mais variadas formas, uma única mensagem: “Você não é tão bom quanto você pensava que fosse !”.
Ao contrário dos estudantes de direito, medicina ou odontologia, que têm como professores, profissionais que atuam no dia-a-dia de suas atividades, os estudantes de engenharia passam cinco anos submetidos aos rigores (e, em alguns casos, caprichos) de engenheiros que não atuam, profissionalmente, como engenheiros e sim como professores, e que, portanto, não têm a vivência da atividade profissional e não têm a ciência ou a consciência das relações comerciais que vão definir o sucesso ou o fracasso dos profissionais que eles estão formando.
Como resultado disso, ao final de cinco anos, o estudante de engenharia se transforma em um engenheiro. E este engenheiro é completamente desprovido de auto-estima, de respeito próprio, de prazer profissional ou de consciência de mercado. Na metade do último semestre da faculdade, dois meses antes de receber o diploma e ser entregue aos leões do mercado, o estudante de engenharia ainda é tratado como mero es-tu-dan-te.
Em momento algum, durante a faculdade, o estudante de engenharia é tratado como engenheiro, em momento algum, durante esses cinco anos, a escola propicia a percepção da mudança de condição de estudante para a condição de profissional.
Estudantes de direito, medicina e odontologia, ao contrário, muito antes do fim da faculdade já têm uma noção razoavelmente clara das dificuldades do exercício profissional que eles irão enfrentar. Com isso vão desenvolvendo mecanismos psicológicos de defesa e saem da faculdade com maior grau de segurança. Entram no mercado profissional de cabeça erguida, com uma consciência de valor. E com todo o processo de construção da imagem profissional em andamento. Estudantes de engenharia não são estimulados a se vestir bem, nem a ter preocupações com técnicas de comunicação ou relacionamento social ou de exercício intelectual não linear. Com isso acabam não desenvolvendo habilidades gerenciais ou de relacionamento com o mercado.
Esta é uma das razões pelas quais as organizações de engenharia são, quase sempre, extremamente burocráticas e conservadoras.
Engenheiros (ao contrário de advogados, médicos e dentistas) não comandam seu ambiente de trabalho. Por mais que detenham o conhecimento e a técnica, os engenheiros são, via de regra, pouco influentes em relação ao produto final, seja uma construção, uma instalação, um empreendimento complexo ou um processo produtivo.
O mais lamentável é que os engenheiros, via de regra, só vão perceber os resultados da negligência com a imagem física, a comunicação não-verbal e o comportamento no mercado, depois de já terem acumulado muitas perdas desnecessárias (algumas das quais, infelizmente, irreversíveis).
E qual é a utilidade desse discurso? Qual a importância de se colocar este tema no papel? Porque tornar pública esta opinião, que, com certeza aborrecerá alguns segmentos? Ninguém é ingênuo a ponto de acreditar que a simples leitura deste ensaio leve um diretor de escola de engenharia, um professor, um estudante ou um profissional de engenharia a alterar o seu comportamento. O que se espera é que essas pessoas, a quem o texto é dedicado, tenham um momento de reflexão. E que a esse momento de reflexão se siga uma atitude. E que essa atitude tenha como objetivo dar um futuro melhor para a engenharia no Brasil.
A engenharia depende dos engenheiros. E os engenheiros começam a ser formados aos quinze ou dezesseis anos, ainda no ensino médio.
Eu ainda acho, como sempre achei, que o conhecimento científico que é transmitido aos estudantes durante a faculdade de engenharia é fundamental. E que o valor da engenharia está sustentado na capacidade intelectual e técnica dos seus profissionais.
No entanto, vejo como importantíssima uma nova visão, nesse processo de formação do engenheiro, que leve em consideração todo o relacionamento social dos estudantes entre si e com os seus professores. É importante que, aos estudantes, seja transmitida uma visão mais clara das relações comerciais que eles enfrentarão na vida profissional, seja na condição de profissionais autônomos, empresários ou empregados em alguma empresa.
Em qualquer um desses casos as relações sociais são elementos definitivos para o sucesso. É um “detalhe” que faz toda a diferença.
O estudante chega ao curso de Engenharia cheio de sonhos com a auto-estima elevada, transpirando confiança e auto-respeito. É muito triste que, dez ou quinze anos depois esse potencial tenha se transformado em um sujeito cabisbaixo, sem consciência de valor, destituído de auto-estima e respeito próprio. Abrindo mão da sua natural vocação de agente do desenvolvimento para ser mero instrumento de trabalho para terceiros.
Na Escola de Engenharia o engenheiro precisa ser “construído” para ser um vencedor. Precisa ser estimulado a acreditar no seu potencial. Confiar na sua inteligência. E, acima de tudo, precisa aprender a importância de manter a cabeça erguida.”
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30 de Junho
Escrito por fernandokg em Julho 1, 2007
Um dia que fica na memória.
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Ócio
Escrito por fernandokg em Junho 26, 2007
Essa semana está ocorrendo a Semana Acadêmica do Centro de Tecnologia. Como poucas palestras e minicursos me interessavam, resolvi ficar em casa e pôr o estudo em dia, principalmente de automação e máquinas, que possuem provas à vir.
Só que estou recém na terça-feira, e já não consigo ficar sem fazer nada. Preciso pesquisa, preciso exercícios. Ainda bem que hoje começa a Copa América.
Ás 19 hrs (horário de Brasília) teremos a estréia da seleção uruguaia contra a seleção peruana. Eu particularmente torcerei pela seleção uruguaia, além da brasileira claro. O motivo principal é a presença de um dos melhores zagueiros que já jogaram no Brasil nos últimos 5 anos, Diego Lugano. Pena que eu creio que a campeã será a seleção argentina.
O QUÊ??? ARGENTINA??
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CM
Escrito por fernandokg em Março 27, 2007
Championship Manager 2007. Olympique Lyonnais. Eu nunca tinha sido tão bem sucedido numa empreitada no CM. Ao todo, 23 títulos, recordes, octacampeão francês, tetracampeão da Copa dos Campeões (seguido), e muito mais.
Será que o jogo tem bug?
Falando em Bug, encontrei no livro “Fortaleza Digital” do Dan Brown, o porquê de um erro de computador ser chamado de “bug”. É porque quando um dos primeiros computadores de oxford foram construídos, cheios de válvulas e etc. ele estava dando problema. Mais tarde os técnicos descobriram que uma mariposa (um bug) havia morrido entre as válvulas e causado um curto circuito. Essa é a origem da expressão.
Aqui vai uma amostra do que o meu Lyon é capaz:
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Seguidos
Escrito por fernandokg em Março 25, 2007
ei, 3 dias seguidos. Estou me superando! acho que é porque descobri que a outra metade lê. Ou talvez eu esteja inspirado ultimamente para relatar minhas peripécias (GRANDES!).
Hoje é uma data importante, especial. Mas tal data merece uma introdução:
4 meses e algumas semanas atrás, estava eu na minha faculdade, entregando livros na biblioteca central, quando eu vi uma pessoa de costas, repito, DE COSTAS, junto com a Laís. Primeira coisa que pensei: “rÁ, eu quero!”. Essa pessoa podia ser qualquer uma que ficasse bem de costas, mas não. Era ELA. Aquela que passou os últimos 4 meses me aguentando, me ensinando, me incomodando, me divertindo e o mais importante, me completando. Então, como eu sei que tu lê:
Feliz 4 meses amor, tu é incrível =*
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